Como montei uma base de dados sobre o oceano no NotebookLM

Um passo a passo para extrair boas pautas

Na semana passada, mostrei dados do Reuters Digital News Report 2026. Criei e liberei acesso a um NotebookLM com dados de pesquisas de mídia, incluindo um histórico anual do próprio Digital News Report.

Isso me deixou numa espécie de hiperfoco com a organização de dados internos. E assim tive uma ideia:

💡
E se eu criasse um arquivo interno, pesquisável e interativo para o Ocean, o hub do Correio Sabiá para conhecimento oceânico?

Passo a passo

Foi assim que segui o passo a passo:

  1. Transcrevi entrevistas com pesquisadores usando o Escriba;
  2. Criei uma pasta no meu Google Drive chamada Ocean. Dentro dela, coloquei:
    1. PDFs de pesquisas científicas sobre assuntos diversos relacionados ao oceano;
    2. DOCs com as transcrições completas feitas no Escriba;
    3. Anotações sobre apurações jornalísticas que venho fazendo;
    4. Respostas de pedidos de LAI (Lei de Acesso à Informação);
  3. Depois, exportei todos os arquivos em PDF;
  4. Por fim, coloquei os arquivos no NotebookLM;
  5. Por organização pessoal, também coloquei um backup dos arquivos numa pasta no meu computador.
Print screen do NotebookLM que criei para organizar o conhecimento oceânico / Imagem: Reprodução

Por que isso tudo?

Os arquivos que a gente sobe no NotebookLM não podem ser baixados dentro do próprio NotebookLM. Então, se você precisar fazer o download rápido de uma pesquisa por lá, não vai conseguir.

A melhor forma de mexer nos DOCs (importante caso precise fazer atualizações) é com a base arrumada num Drive (ou no computador). Eu organizei nos 2.

Por que isso importa e quais os próximos passos?

Agora que montei a estrutura de documentos, arquivos e memórias no NotebookLM, começa a "diversão". Minha ideia é interagir com essa base de dados para extrair boas pautas. É um jeito de otimizar a minha produção jornalística.

Ao contrário do que fiz com o notebook das pesquisas de mídia, meu intuito aqui não é compartilhar a base oceânica –até porque há conhecimento compartilhado "em off" por fontes. E há informações ainda sob apuração.

Mas o passo a passo e os objetivos para a construção dessa base, penso eu, podem ajudar mais gente a fazer o mesmo. Mãos à obra! E, se precisar de ajuda, é só falar comigo pelo WhatsApp, LinkedIn ou Instagram.

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